Não
pedi para nascer e até certo momento cuidaram de mim. Depois, mesmo
sem saber muito bem o caminho certo, fiz escolhas. Umas erradas,
outras nem tanto e até acertei algumas. Com o tempo me falaram sobre
uma possível crise. Balela! Não há crise quando se é obrigada a
crescer. De ponta-cabeça a vida vai passando. Não sei se seria a
mesma se tivesse seguido a tal lei natural . Não teria vivido as
mesmas tantas tristezas e alegrias. Não teria conhecido o amor
incondicional. Não teria conhecido pessoas tão importantes. Não
teria apreendido a literacia histórica. Não pensaria tanto e talvez
não me incomodasse com muitas coisas. Não! Não seria eu! Assim,
apesar de todos os meus fantasmas, sigo neste desafio que é viver.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
A Menina e o Tempo
Menina, por que fez isso?
Perguntou o Tempo,
mas a menina partiu
sem olhar para trás.
Andou por muitos caminhos.
Chorou até encontrar o vento,
andou mais rápido,
correu com medo do Tempo.
Mas ele insiste,
pergunta novamente:
Por que fez isso?
Então... ela desiste.
Por que tanto tormento?
Oh! Tempo!
Já aprendi.
Não se cura arrependimento.
Menina, por que fez isso?
Perguntou o Tempo,
mas a menina partiu
sem olhar para trás.
Andou por muitos caminhos.
Chorou até encontrar o vento,
andou mais rápido,
correu com medo do Tempo.
Mas ele insiste,
pergunta novamente:
Por que fez isso?
Então... ela desiste.
Por que tanto tormento?
Oh! Tempo!
Já aprendi.
Não se cura arrependimento.
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