sexta-feira, 11 de novembro de 2016


Presente da querida aluna Pillar (História - Unilasalle) 03/09/2015


a gente criança sonha diferente
como seria voar?
e ter uma criação de unicórnios?
ser o que quiser,
existir na sua plenitude.

o tempo passa, ninguém te ensina
que mundo é esse lá  fora.
quando você se dá conta
até o sonho mudou...  
por vezes é ausente.

sonho de gente grande
se confunde com o  óbvio
sonha justiça, igualdade social, diversidade.

tem dias que se quer
só àquela existência.
respira fundo,
observa o dia, a cama adolescente,
os possíveis sonhos
ainda latentes.

não. não é hora de parar.
segue na luta
sonha, sonha,
sonha o quanto quiser.

11/11/16

domingo, 16 de outubro de 2016



preferia não pensar
como seria a madrugada?
sem indagar coisas da vida?
luz de abajur, música apenas no ouvido
a casa dorme, a rua descansa, os prédios calados
amanhã? Tudo igual.
bom dia. café. trabalho. e-mail . whats zap.
quero sair agora.
andar pelas ruas desertas
foda-se
perigo maior é olhar pra baixo da varanda sem medo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


ansiedade

 

vejo o tempo chegar

fingindo estar tudo bem

mas ele é traiçoeiro, cínico

vai e não vem

 

nessa ânsia de esperar

faço o que me convém

não há tempo mítico além

 

a idade é pra constar

feito pai nosso, amém

terá valor para o mímico

que da palavra desdém?

 

tudo mentira

ânsia da idade

nada me tira

essa puta ansiedade

24/08/2016 / atualizado em 06/02/2021



sábado, 20 de agosto de 2016

a personalidade é falsa
fingimento de alegria
esconderijo de melancolia
vento lentamente numa balsa

mergulha nas águas fundas
imerso no silêncio absoluto
há quem diga que é luto
tantas escolhas moribundas

estar feliz é uma invenção
busca por uma utopia
talvez até ironia
revestida de alienação

se não sabe aconchegar,
de que vale o oceano inteiro
na concepção do balseiro
que só tempestades quer enxergar?

18.08.2016

domingo, 10 de julho de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

eu vou repetir
quando eu morrer
antes de você
você vai fazer
a mesma coisa que eu





o tempo que escorrega  pelos dedos
não sabe se segura o cigarro
ou escreve mais um  poema.