Queria escrever feito Galeano no
Livro dos Abraços. Crônica da amizade. Apenas contando que sentamos no bar e
vivenciamos uma História de mais de 10 anos. Que éramos felizes e sabíamos
disso. Vivíamos intensamente todos os dias e estarmos juntos bastava. Mas a vida,
o tempo, tudo passa. A gente começa a se
multiplicar. Uma está em Berlim, mas está aqui. Outra preparando a mala para
atravessar o Atlântico e (re)viver uma paixão. Há quem medite e questione o
frenesi da mente. Há quem ainda pare num boteco para comprar a última cerveja. Amanhã?
A promessa de mais um viver no mês seguinte. Assim contamos os anos de amizade,
de bem-querer.
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